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Pureza acusa Presidente da República de querer pressionar UGT na reunião com parceiros sociais

Coordenador bloquista considerou que o pacote laboral "é rejeitado de maneira clara por todas as organizações de trabalhadores".

21 de abril de 2026 às 16:46

O coordenador do BE, José Manuel Pureza, acusou esta terça-feira, no Porto, o Presidente da República de, ao convocar para quarta-feira uma reunião com os parceiros sociais para discutir o pacote laboral, pretender pressionar uma das centrais sindicais.

"Causa-nos muita perplexidade que o Presidente da República tenha convocado para amanhã [quarta-feira] uma reunião com os parceiros sociais que mais não é do que uma reunião de pressão evidente sobre uma das centrais sindicais", afirmou à Lusa o dirigente bloquista durante uma visita a uma ilha habitacional no Porto.

E prosseguiu: "aquilo que um Presidente da República neste contexto devia fazer era pressionar sim, mas o Governo para que abandonasse esta proposta, que é uma proposta inaceitável e que não tem nenhuma justificação económica, não tem nenhuma justificação social".

O coordenador bloquista considerou que o pacote laboral "é rejeitado de maneira clara por todas as organizações de trabalhadores" e que o "Governo insiste em querer impor esta reforma tão penalizadora do mundo do trabalho, esquecendo tudo quanto são conversações com as organizações de trabalhadores e procurando encontrar uma aliança com a extrema-direita no parlamento para este efeito".

"Uma das propostas mais gravosas é justamente o banco de horas individual e, portanto, o pagamento de horas extraordinárias abaixo daquilo que é o valor estipulado. Portanto, retirar rendimento aos trabalhadores no exato momento em que o custo de vida está a explodir (...) é totalmente inaceitável e nós, por isso, estaremos do lado dos trabalhadores", prosseguiu José Manuel Pureza.

Segundo Pureza, "desde o início o Governo teve sempre em vista a estratégia de pressionar até ao limite a UGT para que houvesse um acordo e, ultrapassada a fase da concertação, ir para a Assembleia da República à conquista de uma maioria de acordo entre o Governo e a extrema-direita".

"E é isso que mostra, exatamente, o caráter deste pacote laboral. Esse horizonte de haver um acordo entre o governo das direitas e a extrema-direita mostra exatamente qual é o cunho deste pacote laboral", acusou o coordenador do BE.

O Presidente da República vai receber em Belém os parceiros sociais na quarta-feira, a começar pela CGTP-IN, na véspera de uma reunião do secretariado nacional da UGT para votar a versão final do pacote laboral.

De acordo com uma nota divulgada no site da Presidência da Republica, os parceiros sociais serão recebidos em Belém pela seguinte ordem: Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses - Intersindical Nacional (CGTP-IN), Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), União Geral de Trabalhadores (UGT), Confederação Empresarial de Portugal (CIP), Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP) e Confederação do Turismo de Portugal (CTP).

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