Quarenta e oito mulheres, de nacionalidades brasileira e venezuelana, foram detidas na madrugada de ontem no decorrer de uma megaoperação desenvolvida pela GNR e pelo SEF (Serviço de Estrangeiros e Fronteiras) de Braga em seis bares de alterne, situados nos concelhos de Braga, Póvoa de Lanhoso e Vieira do Minho. Na mesma madrugada, a PSP de Barcelos realizou uma outra operação, desta feita num bar de Barcelinhos, acabando por deter mais cinco brasileiras por permanência ilegal no País.
Segundo fonte do Grupo Territorial de Braga da GNR, no decorrer da mesma operação foram ainda identificados dez indivíduos, entre gerentes e funcionários dos estabelecimentos nocturnos, suspeitos da prática dos crimes de lenocínio e apoio à imigração ilegal.
Das 48 mulheres detidas, uma foi, por ordem judicial, conduzida para o aeroporto, de onde foi expulsa para o Brasil. Outras 35 mulheres foram ontem presentes no Tribunal Judicial de Braga. As 12 restantes foram notificadas para comparecerem na delegação do SEF de Braga, por já terem sido alvo de detenção anterior e consequente processo de expulsão.
Só no bar Rutis, nos arredores de Braga, foram detidas 18 brasileiras por permanência ilegal no País, que se encontravam a trabalhar com visto de turista, que é ilegal nos termos de acordo de vistos luso-brasileiros, pelo que foram entregues ao Tribunal.
Outras duas já haviam sido alvo de um processo de expulsão, pelo que foram notificadas para comparecer no SEF, onde lhes será ordenada a saída do País.
A operação incidiu ainda nos bares Rita, Rendufinho, Manus e Massagens Dalila, na Póvoa de Lanhoso, e no bar ‘Ilha do Ermal’, em Vieira do Minho, todos já identificados anteriormente pela prática de actividades relacionadas com alterne e prostituição.
Já em Barcelos, a operação desenvolvida pela PSP teve lugar no bar Suplício, em Barcelinhos, onde foram detidas cinco brasileiras, posteriormente notificadas para comparecer na delegação do SEF de Braga.
APANHADAS 26 NO ALGARVE
A GNR anunciou ontem ter identificado pelo menos 26 estrangeiras na madrugada de sexta-feira no âmbito de uma operação de fiscalização em estabelecimentos nocturnos do concelho de Loulé, nomeadamente discotecas, bares e boites.
Além das 26 mulheres identificadas, foi ainda apanhado um homem em situação ilegal no País. Este era segurança numa discoteca. As mulheres foram identificadas em quatro boites, sendo na sua maioria brasileiras, mas também foram detectadas alternadeiras oriundas do Leste, sobretudo da Estónia e Roménia, e ainda de Cabo-Verde.
A acção envolveu 35 militares da GNR, dois inspectores do SEF e quatro da Inspecção-Geral das Actividades Culturais (IGAC), entidades que actuaram em conjunto com a GNR de Loulé, que desencadeou a operação. Segundo a Guarda, dos 27 estrangeiros identificados, quatro foram notificados para abandonar o País e cinco para comparecer no SEF. De acordo com aquela força policial, foram ainda levantados 19 autos por contra-ordenações diversas e apreendidas 112 cópias ilegais de CD.
NOS PRIMEIROS QUATRO MESES
FISCALIZAÇÃO
De Janeiro a Abril deste ano, o SEF fiscalizou cerca de 50 locais em todo o País, relacionado com a suspeita de de auxílio à imigração ilegal e lenocínio. Houve seis grandes operações.
DETENÇÕES
Nos primeiros quatro meses, foram detidos 15 suspeitos de pertencerem a redes de recrutamento no país de origem e transporte de imigrantes, e encerrrados quatro bares nocturnos.
IDENTIFICAÇÃO
No período em apreço e relacionadas com a prostituição foram identificadas 181 brasileirs, 23 russas, 14 romenas, 12 ucranianas, três moldavas, quatro nigerianas e três cabo-verdianas.
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