Este domingo terminam os primeiros concursos do ano para oficiais e praças Fuzileiros em regime de contrato, bem como para praças na classe de Serviço Naval.
Forças Armadas querem atrair candidatos. Marinha lança novo vídeo
A Marinha lançou este domingo, com um vídeo em diversas plataformas, uma campanha de recrutamento tendo em vista preencher as vagas dos diversos concursos que tem abertos.
Este domingo terminam os primeiros concursos do ano para oficiais e praças Fuzileiros em regime de contrato, bem como para praças na classe de Serviço Naval, mas as candidaturas podem continuar a ser feitas.
Mas mantêm-se abertas as candidaturas para praças da classe de Mergulhadores (até 14 de março), oficiais para as classes de Técnico Superior Naval, Técnico Naval e Serviço de Saúde (até 4 de abril) e de sargentos Eletrotécnicos e Maquinistas Navais (até 21 de março).
Para concorrer às categorias de Praças é necessário ter, entre outras condições, nacionalidade portuguesa, 18 a 24 anos, habilitações mínimas o 9º ano, aptidão psicofísica adequada, registo criminal sem condenações e situação militar regularizada, enquanto para Oficial Fuzileiro a idade máxima são os 27 anos e como habilitações literárias mínimas o grau de licenciatura ou habilitação literária equivalente.
“A Marinha, em termos sociais, oferece alojamento, alimentação, acesso a cuidados de saúde primários e diferenciados, acesso a espaços e equipamentos para a prática de desporto e muito mais”, refere o ramo das Forças Armadas.
Também a Força Aérea tem, até 13 de março, concursos abertos para as categorias de Oficiais e Praças em Regime de Contrato. “O Curso de Formação de Oficiais destina-se a jovens até aos 27 anos, com licenciatura ou mestrado, que queiram integrar uma carreira dinâmica e de prestígio. O Curso de Formação de Praças está disponível para candidatos entre os 18 e 24 anos, com o 9.º ou 12.º ano, consoante a especialidade escolhida”, refere. Estão abertas áreas como juristas, mecânicos, psicólogos, músicos, engenheiros, controladores aéreos, cibersegurança, administração, cozinheiros, empregados de mesa e enfermeiros, entre outras.
O Exército mantém candidaturas abertas todo o ano, que podem inclusivamente ser realizadas online.
Os três ramos das Forças Armadas têm procurado tornar-se atrativos, para contrariar a redução acentuada de efetivos que se vem verificando desde há mais de uma década.
Questionado esta semana pelo CM sobre o número de efetivos das Forças Armadas ao final de 2024, bem como os pedidos de abate aos quadros e cessação dos contratos antes do termino previsto, bem como que medidas estão a ser tomadas para aumentar a atratividade, recrutamento e retenção, entre outras questões, e se as Forças Armadas conseguem garantir a realização das missões com o efetivo existente, o Ministério da Defesa não respondeu com números. Afirmou apenas que “os dados preliminares já recebidos são muito melhores do que os de períodos homólogos anteriores, revelando uma nítida inversão da tendência. Não obstante ainda estão a ser analisados conjugadamente, aguardando-se também outros relevantes. Oportunamente e em breve, o Ministério da Defesa Nacional dará nota pública das respetivas conclusões”.
Dados divulgados pela Associação de Oficiais das Forças Armadas, relativos a setembro de 2024, revelam que os três ramos contavam com 22971 militares, menos 345 que os existentes no final de 2023 e menos 11543 (33,44%) que o efetivo de 2011.
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