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Correio da Manhã

Portugal
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Ambifaro espera auditoria há um ano

PS e Bloco de Esquerda querem apurar responsabilidades.
João Mira Godinho 13 de Julho de 2019 às 10:09
Atribuição de espaços comerciais no Mercado de Faro está a ser investigada pela PJ
Vice-presidente da Câmara Municipal de Faro, Paulo Santos, e a mulher, Sandra Ramos
Paulo Santos, vice-presidente da Câmara Municipal de Faro
Atribuição de espaços comerciais no Mercado de Faro está a ser investigada pela PJ
Vice-presidente da Câmara Municipal de Faro, Paulo Santos, e a mulher, Sandra Ramos
Paulo Santos, vice-presidente da Câmara Municipal de Faro
Atribuição de espaços comerciais no Mercado de Faro está a ser investigada pela PJ
Vice-presidente da Câmara Municipal de Faro, Paulo Santos, e a mulher, Sandra Ramos
Paulo Santos, vice-presidente da Câmara Municipal de Faro
Em julho de 2018, há um ano, o PS apresentou, na Assembleia Municipal de Faro, um pedido de auditoria às contas da Ambifaro.

A empresa municipal apresentava resultados negativos há 3 anos consecutivos, o que levou os socialistas a classificar a Ambifaro como o "saco azul da Câmara".

Já esta semana, depois de o vice-presidente da autarquia, Paulo Santos, ter sido constituído arguido, com a ex-mulher, Sónia Ramos, presidente da empresa, Hugo Geraldo, diretor-geral da Ambifaro, e Miguel Morgado Henriques, advogado farense, por crimes de participação económica em negócios, corrupção, peculato, prevaricação e abuso de poder, os socialistas voltaram a perguntar pela auditoria.

Esta sexta-feira, também o Bloco de Esquerda de Faro pediu o "apuramento de responsabilidades no processo da Ambifaro".

Contactada pelo CM, fonte da câmara explicou que a auditoria foi adjudicada "no início deste mês". O executivo municipal está agora à espera que o auditor peça documentos, para iniciar a análise às contas da empresa, acrescentou.

Paulo Santos, a ex-mulher, o diretor-executivo da Ambifaro e o advogado foram constituídos arguidos, terça-feira, após buscas da Diretoria do Sul da PJ às respetivas residências, à câmara de Faro, à empresa municipal e ao escritório de Miguel Morgado Henrique.

As autoridades suspeitam, entre outros aspetos, da forma como espaços comerciais foram atribuídos no Mercado de Faro e de negócios entre o autarca e o advogado.
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