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ASAE apreende 6.834 litros de vinho biológico que não cumpria legislação aplicável

Operadores visados "faziam passar o produto por vinho com características e autenticidade que, na realidade, não possuía", diz ASAE.

27 de janeiro de 2026 às 14:20

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) apreendeu aproximadamente 6.834 litros de vinho, 9.112 garrafas rotuladas com a menção de produto biológico e 8.432 selos de certificadores em claro incumprimento da legislação aplicável.

Num comunicado divulgado esta terça-feira, a ASAE adianta que as apreensões foram feitas na última semana durante uma operação de fiscalização e que foi instaurado o respetivo processo de contraordenação por utilização de substâncias ativas não autorizadas no "modo de produção biológico" e por indução em erro do consumidor, face às características do produto em questão, nomeadamente sobre o modo de produção.

"Com esta prática fraudulenta, os operadores faziam passar o produto por vinho com características e autenticidade que, na realidade, não possuía, induzindo o consumidor em erro, obtendo um lucro indevido mais elevado e fomentando práticas de concorrência desleal, com prejuízo para os operadores que atuam em conformidade com as normas em vigor", afirma a ASAE no comunicado.

A operação de fiscalização foi conduzida pela Brigada de Vinhos e Vitivinícolas da Unidade Regional do Sul, em operadores da cadeia de distribuição de produtos vínicos biológicos na região de Lisboa e na Margem Sul.

A ASAE precisa ainda que a operação "foi realizada em operadores responsáveis pela colocação dos vinhos no mercado nacional, em armazéns, engarrafamento e distribuição de produtos vínicos, na sequência dos resultados das colheitas de amostras efetuadas no âmbito do Plano de Controlo Oficial de Resíduos e Pesticidas, que evidenciaram a presença de uma substância não autorizada na produção de vinho em modo biológico".

"O setor vitivinícola é um dos setores de maior relevância na economia nacional, pelo que a ASAE continuará a acompanhar e a reforçar ações de inspeção neste setor, de modo a salvaguardar os géneros alimentícios de eventuais práticas enganosas, em prol de uma sã e leal concorrência entre operadores económicos", adverte.

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