Os Bombeiros Voluntários de Vila Nova de Foz Côa (BVVNFC) reclamam há seis anos uma nova ambulância de socorro e emergência pré-hospitalar para responder às ocorrências na sua área de intervenção. <br/><br/> <br/>
"Temos uma única viatura que está afecta ao INEM como posto de reserva. E está bem equipada e com tripulações treinadas. No entanto, a sua motorização é limitada, não sendo capaz de dar resposta as mais diversas solicitações, ficando por vezes inoperável", disse esta sexta-feira a Lusa o comandante interino do BVVNFC, Rafael Almeida.
Segundo o comandante, a situação foi dada a conhecer ao longo dos anos a vários organismos públicos ligados ao sector da emergência pré-hospitalar, ao Governo e outras entidades, sendo "urgente" a substituição da ambulância.
"As avarias mecânicas na ambulância são constantes e muitas vezes temos de recorrer a outros veículos destinados ao transporte de doentes e improvisar para cumprir a nossa missão", admitiu o responsável.
Rafael Almeida classifica a situação de "preocupante" no que respeita ao parque de viaturas de socorro e transporte de doentes, existindo na unidade ambulâncias com quilometragens entre os 400 mil e 900 mil quilómetros e com "alguns anos de estrada".
"O desgaste destas viaturas é notório e as ambulâncias passam longos períodos de tempo nas oficinais, o que condiciona a operacionalidade de uma corporação que apenas dispõe de seis ambulâncias para o socorro das populações", explica.
A corporação de bombeiros tem, por vezes, de se "socorrer" de outros corpos de bombeiros vizinhos como os de Torre de Moncorvo ou Meda, para fazer face às solicitações mais urgentes.
"Outras das nossas preocupações prendem-se com o facto de fazermos muitos quilómetros, transportando doentes do Serviço de Urgência Básico do Centro de Saúde de Foz Côa para as unidades hospitalares de referência", acrescentou o comandante.
A situação financeira dos BVVNFC também não é "a melhor", dado o investimento feito na construção de novas instalações para a corporação.
"Se juntarmos a este investimento despesas com oficinas, combustíveis, vencimentos dos funcionários e gastos correntes, depressa notamos que estamos condicionados para a aquisição de uma nova ambulância orçada em cerca de 50 mil euros", concluiu Rafael Almeida.
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