Apesar de absolvido da morte do agente Fábio Guerra, Clóvis Abreu cumpre seis anos de cadeia por outros quatro crimes na rixa que o polícia morto por dois fuzileiros tentou travar.
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Clóvis Abreu, que esteve envolvido nos distúrbios violentos junto à discoteca Mome, em Lisboa, ocorridos na madrugada de 19 de março de 2022, e que conduziram ao homicídio do agente da PSP, Fábio Guerra, gozou, no último fim de semana, a primeira saída precária do estabelecimento prisional.
O arguido foi, inicialmente, acusado e condenado a 14 anos de cadeia, pela co-autoria material do homicídio do elemento policial. Ficou provado, em primeira instância judicial, que Clóvis Abreu desferiu um forte pontapé na cabeça do agente Fábio Guerra. Foi, por isso, condenado pelo homicídio qualificado do elemento da PSP. Os desembargadores da Relação de Lisboa, no entanto, deliberaram, em abril de 2025, absolver Clóvis Abreu deste crime. O arguido manteve, no entanto, as condenações por duas tentativas de homicídio de um outro agente da PSP, e de um civil, ocorridas durante os distúrbios que levaram à morte de Fábio Guerra. Foi ainda condenado a pagar 224 mil euros de indemnizações cíveis. Ficou condenado a um cúmulo jurídico de seis anos de prisão.
Um juiz do Tribunal de Execução de Penas atribuiu-lhe, agora, a primeira saída precária.
Recorde-se que a morte do agente Fábio Guerra levou ainda à condenação dos então fuzileiros Vadim Hrynko e Cláudio Coimbra a, respetivamente, 17 e 20 anos de cadeia.
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