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Correio da Manhã

Portugal

Pedófilo "Farfalha" condenado a 11 anos de prisão por crimes sexuais

Homem, de 52 anos, já tinha sido condenado em 2005 num caso de pedofilia na ilha de São Miguel, nos Açores.
Lusa 13 de Janeiro de 2020 às 16:28
Pedófilo Farfalha
Pedófilo Farfalha FOTO: CMTV
Um antigo pintor de construção civil conhecido por "Farfalha" foi esta segunda-feira condenado a 11 anos de prisão num processo em que foi acusado dos crimes de violação, abuso sexual e recurso à prostituição de menores.

A sentença foi proferida esta segunda-feira no Tribunal Judicial de Ponta Delgada.

O crime de violação não ficou provado. A condenação inclui também o pagamento de indemnizações às três vítimas, no valor global de 13.500 euros.

Os factos remontam ao ano de 2017, altura em que os três ofendidos tinham menos de 18 anos de idade.

Na leitura do acórdão, a juíza sublinhou que o tribunal "não tinha razões para duvidar dos factos" relatados pelas vítimas, embora o arguido tenha negado todas as acusações.

Dirigindo-se ao arguido, após a leitura do acórdão, a juíza lembrou que o homem já tinha sido condenado por atos sexuais com menores.

"Esta decisão não podia ser de outra forma, os menores são para respeitar", frisou a juíza, referindo, durante a leitura do acórdão, os relatos das vitimas.

Após a leitura do acórdão esta segunda-feira, os jornalistas tentaram obter uma reação da advogada de "Farfalha" para saber se este irá ou não recorrer da pena, mas tal não foi possível.

O homem, de 52 anos, já tinha sido condenado em 2005 num caso de pedofilia na ilha de São Miguel e em outubro de 2019 voltou a tribunal para ser julgado, à porta fechada, pela prática de três crimes de violação de menores, um crime de coação sexual de menor, dois crimes de recurso à prostituição de menores e um crime de tráfico de estupefacientes agravado.
O arguido, que se encontra aposentado por invalidez, foi condenado nessa altura pelo Tribunal Judicial de Ponta Delgada pela prática de vários crimes de abuso sexual de crianças, de abuso sexual de adolescentes, de violação e de atos exibicionistas, na pena única de prisão de 14 anos, a qual cumpriu, tendo saído em liberdade condicional em 2013.

Esta foi a pena mais elevada decidida pelo Tribunal de Júri, composto por três juízes e quatro jurados.

As investigações da PJ permitiram, na altura, a detenção de 17 homens da ilha de S. Miguel que supostamente frequentavam uma garagem propriedade de "Farfalha", num processo que envolvia ainda cerca de duas dezenas de menores.

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