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Há taxistas que lucram 500 euros num dia a enganar turistas. PSP já fez 40 detenções por especulação em 2026

Autoridades estão mais alerta para as estratégias utilizadas pelos taxistas para enganar turistas.

03 de março de 2026 às 14:17

A PSP de Lisboa já deteve cerca de 40 motoristas de táxi, nos primeiros dois meses do ano, pelo crime de especulação e a alguns junta-se o crime de burla. As autoridades estão mais alertas para as estratégias utilizadas pelos taxistas para enganar turistas.

A Divisão de Trânsito da Polícia de Segurança Pública (PSP) de Lisboa efetua operações de fiscalização aos taxistas com frequência. Os agentes estacionam na zona de chegadas do aeroporto e observam o movimento dos táxis e a forma como os motoristas saem do local a eles reservado, com o taxímetro ligado ou tapado, por exemplo.

Há quem chegue a lucrar 500 por um dia de trabalho a transportar turistas, usando os vários esquemas detetados pela polícia.

A PSP pode utilizar carros diferentes dos habituais para ajudar a que não sejam detetados. "Eles têm grupos de alerta. Hoje em dia a Internet dá para tudo. Assim que fazemos a primeira abordagem, alertam logo no Whatsapp", disse o chefe principal José Coelho ao Diário de Notícias.

"A partir das 19h00/20h00 detemos sempre dois ou três. E todos os dias o tribunal condena várias situações destas", explicou José Coelho.

O Aeroporto Humberto Delgado é um dos principais locais onde a PSP regista este tipo de crime. "Temos tido muitas reclamações de turistas, que não conhecem a nossa realidade, e com a Internet o volume das mesmas aumenta. E basicamente nasce tudo ali no aeroporto", disse o chefe, realçando ainda a zona do Cais do Sodré.

A PSP já identificou várias estratégias que os taxistas utilizam para enganar turistas. O taxímetro escondido ou oculto, por exemplo tapado pelo banco ao lado do condutor puxado para a frente é motivo de desconfiança para a polícia. Alguns motoristas desligam e reiniciam o taxímetro para que a fiscalização não consiga confirmar quanto tinha sido pago pela viagem mais recente.

Há ainda profissionais que se aproveitam das barreiras linguísticas e das conversões de moedas para enganar os clientes. José Coelho revelou uma situação em que um jovem acreditava ter pago 20 euros por uma viagem que valia menos de 13 euros, mas na realidade tinham-lhe cobrado 52,58 dólares (cerca de 44 euros).

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