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Homicida apanhado durante fiscalização a café que desrespeitava encerramento obrigatório

Jovem tinha sete anos de pena por cumprir e estava calmamente a beber álcool.

23 de março de 2020 às 01:30

Daniel Rosa, de 26 anos, com sete anos de prisão por cumprir pela prática de um homicídio tentado e pelo menos um crime de roubo, foi preso este domingo pela PSP de Sacavém, Loures, durante uma ação de fiscalização que levou ao fecho de um café que desrespeitava a ordem de encerramento de estabelecimentos comerciais emanada pela lei do estado de emergência que o país vive.

A intervenção policial ocorreu pouco depois da meia-noite, no Bairro da Quinta do Mocho. Relatos de que dezenas de pessoas se encontravam no interior do estabelecimento comercial, a consumir álcool e a fazer muito barulho, levaram a PSP de Sacavém a intervir. Foram esses mesmos vizinhos que alertaram para o desrespeito da lei.

Já no local, os polícias constataram realmente a presença de uma multidão, começaram a identificar pessoas e ainda a procurar o proprietário do espaço. E foi nesse processo de identificação que os agentes encontraram o suspeito que acabou detido.

A PSP verificou que o mesmo tinha pendente um mandado de captura, após ter sido condenado à revelia, no Tribunal de Loures, a uma pena de sete anos de prisão efetiva. Tentou matar um homem e foi ainda julgado, e condenado, por um crime de roubo. Nunca tinha sido localizado para cumprir a sanção.

O homem ficou logo detido, tendo sido conduzido à cadeia de Lisboa para cumprimento de pena. O café, por seu turno, foi encerrado pela PSP, e o caso participado ao Ministério Público para eventual procedimento criminal por crime de desobediência - que terá sido cometido não só pelo proprietário, como também por todos os clientes que se encontravam no espaço comercial.

PORMENORES

Estava a beber álcool

À semelhança das outras dezenas de pessoas que se encontravam no café da Quinta do Mocho - e que foram identificadas - o homicida preso também consumia álcool.

Cafés fechados

O Governo ordenou o fecho de todos os estabelecimentos comerciais, considerados não essenciais, ao abrigo do decreto presidencial que determinou o estado de emergência.

Um ano de prisão

A prática de um crime de desobediência, no âmbito do estado de emergência que se encontra ativo até 2 de abril, pode dar até 1 ano de prisão ou até 120 dias de multa.

Refúgio no bairro

O homem de 29 anos preso ontem pela PSP, e levado à cadeia para cumprir sete anos de prisão por homicídio tentado, estava refugiado na Quinta do Mocho.

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