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MICRONOVELA

Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Mais de 800 crias de animais reabilitadas em Olhão

Animais caíram dos ninhos, ficaram órfãs ou estavam em perigo.

23 de agosto de 2019 às 08:33

Mais de 800 crias ou animais juvenis foram já recebidos pelo RIAS - Centro de Recuperação e Investigação de Animais Selvagens, em Olhão, desde o início do corrente ano.

Segundo o CM apurou junto do RIAS, os animais "caíram dos ninhos, ficaram órfãos, ou estavam numa situação de perigo". Entre eles estão aves, como melros, pintassilgos, rolas, pegas, andorinhas, falcões e abelharucos, e mamíferos, como morcegos e ouriços-cacheiros.

"Geralmente, as aves nesta fase ingressam no RIAS ainda sem conseguir voar. Por esta razão, é necessário um acompanhamento atento para que, dentro das nossas instalações, possam aprender a voar e a caçar", explicou fonte do centro algarvio.

Para poder dar resposta a este aumento de ingressos, durante os meses de verão, "o RIAS tem duas pessoas exclusivamente dedicadas às crias", revelou ainda o centro.

Pormenores

Alimentação

Dependendo da espécie, a alimentação das crias ou juvenis é feita a intervalos de hora e meia, duas horas ou três horas. Por vezes, alimentar todas as crias pode demorar cerca de uma hora. Para além disto, há que preparar o alimento de acordo com as necessidades do animal.

Possíveis riscos

Caso encontre uma cria de ave, apenas a deve levar ao RIAS caso se encontre ferida, debilitada ou numa situação de risco de vida (sem os progenitores perto, junto a estradas ou onde existam possíveis predadores).

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