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Correio da Manhã

Portugal

Pastor da Força Aérea morto no campo de tiro

Mulher diz que Florival, 50 anos, saiu para espreitar as ovelhas.
Sérgio A. Vitorino 27 de Outubro de 2018 às 01:30
Campo de tiro de Alcochete
Campo de tiro de Alcochete
Campo de tiro de Alcochete
Campo de tiro de Alcochete
Campo de tiro de Alcochete
Campo de tiro de Alcochete
Campo de tiro de Alcochete
Campo de tiro de Alcochete
Campo de tiro de Alcochete

Florival da Silva, de 50 anos, pastor contratado pela Força Aérea Portuguesa para tomar conta das ovelhas que existem do Campo de Tiro de Alcochete, morreu esta sexta-feira no interior daquela base militar, havendo suspeitas de crime. Foi encontrado, casualmente, por um militar que passava na zona rural. Estava junto ao rebanho e teria, de acordo com algumas fontes do socorro, uma faca cravada no pescoço.

A morte está a ser investigada pela PJ Militar, que enviou uma equipa para o campo de tiro de Alcochete. O homem ocupava a função há uma semana, tendo substituído um outro pastor que se reformou, explicou ao CM fonte oficial da Força Aérea. Encontrava-se no processo de mudança para a casa do pastor existente no interior da base.

Florival dormiu nessa casa, com a mulher Isabel, que contou às autoridades e aos familiares da vítima que, pelas 08h00, o pastor "bebeu um copo de leite e saiu dizendo que iria ver as ovelhas e regressaria mais tarde para tomar o pequeno-almoço". Mas Florival Silva apenas foi novamente visto pelas 09h00, pelo militar que encontrou o corpo num campo junto ao rebanho. Estava no exterior do perímetro administrativo da base, afastado dos edifícios. Foi chamado o INEM, que acabou por confirmar o óbito no local.

O CM sabe que a GNR ainda surgiu na porta de armas da base, mas não lhes foi permitida a entrada porque já lá se encontrava a PJM. O corpo foi transportado para a morgue do Barreiro. A autópsia deverá esclarecer a morte. Florival Silva é de Foros do Locário (Santiago do Cacém) e residiu em Pegões.

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