page view

Pedida cadeia para Tazi por terrorismo

Defesa alega inocência e Ministério Público pede prisão efetiva.

05 de junho de 2019 às 08:39

"Estou arrependido de ter usado um passaporte e cartões falsos. Mas não tenho nada que ver com terrorismo." Foi com esta frase que Abdesselam Tazi ‘fechou’ o julgamento em que é acusado de pertencer ao Daesh e de recrutar operacionais no Centro de Acolhimento para Refugiados, em Loures.

Nas alegações finais, a procuradora do MP, Cristina Janeiro, afirmou: "Só podemos concluir pela condenação do arguido em pena efetiva, a graduar pelo tribunal." As alegações finais decorrem no Tribunal Central Criminal de Lisboa, no Campus de Justiça. Para a procuradora, Abdesselam Tazi é uma pessoa "inteligente, que recrutava, radicalizava e dava apoio financeiro a jovens marroquinos em Portugal".

Já o advogado Lopes Guerreiro sustentou que Tazi "não praticou nenhum crime, nem fez absolutamente nada relacionado com terrorismo".

Para o advogado, "o único facto terrorista" no processo "foi a revisão da decisão instrutória" pelo Tribunal da Relação de Lisboa (TRL), que reverteu a decisão do juiz de instrução Ivo Rosa e fez com que Abdesselam Tazi fosse julgado.

PORMENORES

Alcochete no mesmo dia

O acórdão do processo de Abdesselam Tazi será conhecido a 2 de julho. Nesse mesmo dia tem início, também no Campus de Justiça, a instrução do processo da invasão à Academia de Alcochete, onde também estão em causa crimes de terrorismo.

Oito crimes de terrorismo

Tazi responde por oito crimes: adesão a organização terrorista internacional, falsificação com vista ao terrorismo, recrutamento para o terrorismo, financiamento do terrorismo e quatro de uso de documento falso com vista ao terrorismo.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

o que achou desta notícia?

concordam consigo

Logo CM

Newsletter - Exclusivos

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8