A GNR, PSP e Polícia Judiciária detiveram na zona do Grande Porto 19 suspeitos por tráfico de droga, apreendendo-lhes cinco quilos de haxixe.Na ‘operação Impulso’, foram ainda apreendidas cinco armas – uma de calibre de guerra – e uma granada de mão.
A acção da GNR, nos concelhos do Porto, Matosinhos, Maia e Gaia, saldou-se ainda pela mordedura de um Bull Terrier a um cabo, no Bairro de Guifões, em Matosinhos.
A operação constou de 42 buscas domiciliárias, numa investigação ao tráfico de haxixe, realizada pela GNR de Matosinhos, com apoio da PSP e da Polícia Judiciária. Às sete horas da manhã o ataque foi simultâneo a vários bairros sociais. No Bairro de São Roque da Lameira (Porto) a PSP ajudou a GNR a entrar numa casa, mas o suspeito não se encontrava na residência. Em Guifões, Matosinhos, decorreram grande parte das buscas enquanto crianças ainda dormiam e outras se preparavam para a escola.
Soldados da GNR munidos com marretas e pés-de-cabra de todos os tamanhos e feitios arrombavam as portas dos prédios e casas, receando que os suspeitos atirassem droga para as sanitas ou pelas janelas.
Cada equipa de busca tinha alvos bem definidos, para surpreender, em simultâneo, os suspeitos. Quando as dúvidas se adensavam, utilizava-se um cão pisteiro especializado para a detecção de droga. Se havia moradores que se mostravam nervosos com a presença da GNR, outros estavam mais preocupados em ir trabalhar e parte deles sentiam vergonha com o aparato policial, procurando evitar o cruzamento dos seus filhos com os polícias que cercavam os edifícios.
A operação incidiu sobre pessoas indiciadas de tráfico de haxixe, uma droga novamente em alta, atingindo um dos grupos a que a GNR imputa responsabilidade pelo abastecimento à zona do Grande Porto. Segundo o comandante da GNR de Matosinhos referiu, “a operação era inevitável”, face aos elementos recolhidos. Para o tenente-coronel Mota Gonçalves, o importante era “recolher indícios”, a fim de consolidar a prova por crimes de tráfico de haxixe, confirmando-se grande parte das suspeitas, graças à apreensão de cinco quilos de haxixe.
"PARECIA QUE ERA UMA BOMBA"
“De início até pensei que era uma bomba no prédio”. Foi assim que descreveu a intervenção policial, uma das moradoras do Bairro de Salazar, em Guifões, Matosinhos.
A população acordou sobressaltada após a GNR ter rebentado várias portas de alguns domicílios alvo de mandados de busca.
O caso que estava a chocar mais a população, foi o de uma casa onde vivia a irmã de um dos suspeitos, com os seus dois filhos. Aquando da intervenção, Fátima, irmã do suspeito, encontrava-se no local de trabalho, uma fábrica, tendo deixado o filho de 13 anos e a filha de 11 anos a dormir, até que telefonaram para se deslocar a casa. O rapaz ainda estava em estado de choque, enquanto a sua irmã chorava, agarrada a uma das vizinhas. Crianças apanhadas numa “guerra” que não é sua.
38 ARGUIDOS
A ‘Operação Impulso’ resultou na constituição de 38 arguidos e metade dos quais - 19 - irão hoje ao TIC do Porto, a fim de serem interrogados.
8200 MIL DOSES
Os cinco quilos de haxixe que a GNR apreendeu dariam para cerca de oito mil doses, disse fonte da GNR, em Matosinhos, que confiscou aos suspeitos o total de 200 doses de canábis.
PISTOLA DE GUERRA
Das cinco pistolas apreendidas pela GNR, uma é de calibre de guerra, três são de calibre de defesa e uma foi adaptada de gás para bala real.
GRANADA APREENDIDA
Uma granada defensiva – das mais perigosas – encontra-se entre o material apreendido e foi transportada pela brigada de inactivação de explosivos.
12 800 EUROS
A GNR confiscou ainda 12 800 euros em várias casas e uma viatura de gama média, por a Guarda admitir que teria sido comprada com dinheiro sujo, e apreendeu 23 telemóveis.
275 AGENTES NA RUA
A ‘Operação Impulso’ envolveu 275 agentes da GNR, da PSP e da Polícia Judiciária num total de 42 buscas domiciliárias.
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