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"Quando são estes coitadinhos, toda a gente chora": André Ventura reage a ameaças a deputados e ativistas

Joacine Katar Moreira, Mariana Mortágua e dirigente da SOS Racismo ameaçadas por neonazis. PJ está a investigar o caso.
Correio da Manhã 13 de Agosto de 2020 às 11:50
André Ventura
André Ventura
O líder demissionário do Chega, André Ventura, desvalorizou esta quinta-feira as ameaças dirigidas a deputados e ativistas da SOS Racismo por neonazis.

"Quando o André Ventura e o CHEGA são ameaçados (que acontece a toda a hora) ninguém fica alarmado. Quando são estes coitadinhos, toda a gente chora e grita. Miserável país!", escreveu o líder demissionário na rede social Twitter.
A Polícia Judiciária está a investigar ameaças feitas por um grupo neonazi a 10 pessoas, entre as quais, três deputadas, Beatriz Gomes e Mariana Mortágua do BE e a deputada não inscrita Joacine Katar Moreira, o dirigente do SOS Racismo, Mamadou Ba e o ativista Jonathan Costa, da Frente Unitária Antifascista, conhecidos pelo seu ativismo político antirracista e antifascista.

A associação SOS Racismo recebeu um email esta terça-feira que dá um prazo de 48 horas para que estas 10 pessoas rescindam dos seus cargos políticos e abandonem "território português". No mesmo email, ao qual o CM teve acesso, o grupo ameaça que, se não for cumprida a indicação, serão tomadas medidas contra os dirigentes e respectivos familiares "de forma a garantir a segurança do povo português".

Uma manifestação em frente à sede do SOS Racismo no passado sábado gerou também polémica, uma vez que um grupo várias pessoas com máscaras no rosto e munidas de 'tochas' recriaram um cenário semelhante ao do grupo Ku Klux Klan - EUA - em frente à sede do organismo, em Lisboa.
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