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Comunistas tinham pedido a presença da ministra do Trabalho, Maria do Rosário Palma Ramalho, o que não aconteceu.
O secretário-geral do PCP avisou esta quinta-feira os trabalhadores, sobre a greve geral da próxima semana, que "não é tempo de ficar à espera", e acusou a ministra do Trabalho de "fugir ao debate" porque o pacote laboral "é indefensável".
Esta posição foi assumida na intervenção de abertura do debate desta tarde em plenário, uma interpelação ao Governo, agendada pelo PCP, sobre as condições de vida dos trabalhadores e o pacote laboral, em que o executivo está representado pelo secretário de Estado do Trabalho, Adriano Rafael Moreira.
Os comunistas tinham pedido a presença da ministra do Trabalho, Maria do Rosário Palma Ramalho, o que não aconteceu, e a sua ausência foi notada por Paulo Raimundo, que a acusou de querer "fugir ao debate".
"Ficará para memória futura a falta, neste debate, da ministra do Trabalho, que tem agenda para andar por aí a vender essa peça de retrocesso, mas que entendeu fugir ao debate sobre esta aberração que é o pacote laboral. Fugiu ao debate porque a proposta do pacote laboral é indefensável e sempre que a ministra do Trabalho fala sobre ele, só acrescenta razões para o rejeitar", atirou.
Raimundo reiterou que a proposta do Governo não mexe em nada do que há de negativo no atual Código do Trabalho e tem como objetivo "piorar a vida de quem trabalha", e afirmou que os "poucos apoiantes deste assalto" a quem trabalha "criaram uma narrativa que repetem até à exaustão para se convencerem e tentarem convencer os outros".
Raimundo salientou ainda a luta dos trabalhadores contra o pacote laboral, perante o que considera ser "uma arrogância como há muito não se via" por parte do Governo.
"Achava que tinha uma passadeira estendida para impor o pacote laboral, pensou, achou, mas enganou-se. A luta travou-lhes o passo e os trabalhadores rejeitaram o conteúdo do pacote laboral", atirou, acrescentando, referindo-se à greve geral do próximo dia 03 de junho, que "não é tempo de ficar à espera".
E acrescentou: "O que vai determinar o fim deste confronto, o que vai decidir da derrota do vosso pacote laboral, é aquilo que sempre fez e faz andar o motor da história. A luta, a determinação, a coragem, a força e a unidade dos trabalhadores. No dia 03 de junho, todo o apoio à greve geral".
No período de pedidos de esclarecimento, o presidente do Chega, André Ventura, disse estar perplexo com a atuação do PCP neste assunto, argumentando que os comunistas criticam o Governo pelo resultado de políticas de executivo do PS apoiados pelo PCP.
A esta intervenção, Raimundo respondeu que Ventura "está um bocadinho entalado, porque quer continuar a enganar os trabalhadores ao mesmo tempo que sabe bem a quem serve", reiterando que o Chega "é um partido das cambalhotas".
Mariana Leitão, presidente da IL, alegou, com base em dados da OCDE, que Portugal tem um dos três mercados mais rígidos da organização e acusou Paulo Raimundo de querer tudo na mesma ou pior.
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