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Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

CGTP prevê "grande momento de luta" na manifestação nacional no sábado

Tiago Oliveira considera que o protesto assume uma "importância ainda maior", dadas as eleições antecipadas convocadas para 18 de maio.

03 de abril de 2025 às 10:53

O secretário-geral da CGTP prevê que a manifestação nacional, que vai decorrer no sábado em Lisboa, Porto e Coimbra para exigir aumentos salariais e "melhores pensões", seja "um grande momento de luta" e de "afirmação".

Em Lisboa, a concentração está prevista para as 15h00 no Príncipe Real, enquanto no Porto está prevista para as 10h00 no Campo 24 de Agosto e em Coimbra para a Avenida Fernão Magalhães (junto ao centro saúde).

"Vai ser, de facto, um grande momento de luta, um grande momento de afirmação", refere o secretário-geral da Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses --- Intersindical Nacional (CGTP), em declarações à agência Lusa.

Tiago Oliveira considera que o protesto assume uma "importância ainda maior", dadas as eleições antecipadas convocadas para 18 de maio.

"É fundamental encontrar um rumo diferente para o país", sublinha, desafiando os partidos políticos a colocar "no centro da discussão" as suas propostas sobre várias temáticas, desde o Serviço Nacional de Saúde, aos salários e até à Segurança Social, ao invés de discutirem "casos e casinhos".

Sob o lema "Mais salário e melhores pensões - Defender os serviços públicos e as funções sociais do Estado - segurança social, saúde, educação, habitação", o protesto é dirigido ao setor público e privado.

E, apesar de acontecer no sábado, "há vários setores que já avançaram com pré-avisos de greve para permitir a participação" dos trabalhadores que estão a trabalhar, como é o caso dos setores do comércio, serviços e hotelaria.

"Através disso, conseguimos perceber que um dos problemas concretos de hoje em dia é a normalização do trabalho ao sábado, ao domingo e ao feriado", acrescenta.

Em declarações à Lusa, o secretário-geral da CGTP frisa que a manifestação nacional "já estava marcada antes mesmo de serem marcadas as eleições" e, para além das habituais iniciativas para assinalar o 25 de abril e o 01 de maio, não descarta novas formas de luta, antes de o país ir a votos. "Será sempre um fator de avaliação", vinca.

No caderno reivindicativo, a CGTP exige um aumento salarial de, pelo menos, 15%, num mínimo de 150 euros para todos os trabalhadores, bem como o aumento do salário mínimo nacional dos atuais 870 euros para 1.000 euros.

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