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Falta de funcionários em cozinhas e cantinas escolares motiva protesto em Portimão

Iniciativa juntou docentes, assistentes operacionais e técnicos dos cinco agrupamentos de escolas de Portimão.

27 de abril de 2026 às 13:43

Cerca de 500 profissionais do setor da educação concentraram-se esta segunda-feira em Portimão para exigir mais assistentes operacionais nas cozinhas e cantinas escolares, alertando para os poucos recursos existentes, o que tem impacto na qualidade do serviço prestado aos alunos.

Promovida pelo Sindicato de Todos os Profissionais da Educação (STOP), a iniciativa juntou docentes, assistentes operacionais e técnicos dos cinco agrupamentos de escolas de Portimão, no distrito de Faro, que abrangem níveis desde a educação pré-escolar ao secundário.

O protesto iniciou-se junto à Escola Engenheiro Nuno Mergulhão e percorreu várias ruas da cidade, terminando com um plenário junto ao edifico da Câmara Municipal de Portimão.

Durante a concentração, foram exibidos cartazes e entoadas palavras de ordem apelando à Câmara de Portimão e ao Ministério da Educação "a contratação urgente" de mais profissionais para as escolas, diminuição do número de alunos por turma, requalificação e manutenção dos estabelecimentos de ensino e valorização e salário digno para os profissionais do ensino.

A falta de recursos humanos "é um problema crónico e transversal a todo o país, que se agravou nos últimos anos, mas no concelho de Portimão o problema é gritante", disse à Lusa a professora e delegada sindical, Cátia Cardoso.

"As cantinas e refeitórios estão num estado crítico, onde temos quatro cozinheiras para servir 600 refeições, o que se reflete na qualidade e no atraso do serviço aos alunos", afirmou.

A sindicalista adiantou que a iniciativa visa alertar e exigir "condições para as escolas, não só mais funcionários", como a redução de alunos por turma "e obras, para a comodidade dos alunos".

Cátia Cardoso afirma que o número reduzido de trabalhadores, principalmente nas cozinhas e cantinas, "compromete não só o cumprimento das normas de higiene e segurança alimentar, mas também a capacidade de resposta diária às necessidades dos alunos".

"Há escolas onde uma ou duas pessoas têm de assegurar todo o serviço, desde a preparação até à limpeza, o que é manifestamente insuficiente", apontou.

O sindicato apresentou um pré-aviso de greve para o período entre 04 e 08 de maio dirigido aos assistentes operacionais dos refeitórios e das cantinas, mas que abrange todos os profissionais, disse à Lusa o dirigente do STOP Daniel Martins.

"Convocámos a greve para reivindicar mais funcionários para as escolas de Portimão, mas podemos avançar com novas formas de protesto caso não haja uma resposta concreta por parte das autoridades nos próximos tempos", alertou.

O dirigente sindical indicou que os profissionais das escolas voltam a concentrar-se na segunda-feira junto à Câmara de Portimão, dia em que está prevista uma reunião dos representantes sindicais com o executivo municipal.

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