page view
Imagem promocional da micronovela
MICRONOVELA

Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Hospitais privados rejeitam ideia de terem recusado colaborar com SNS durante pandemia

Unidades dizem manter-se disponíveis e a aguardar proposta concreta do Ministério da Saúde.

29 de outubro de 2020 às 15:07

Os hospitais privados rejeitam que tenham recusado colaborar com o Serviço Nacional de Saúde e dizem que se mantêm disponíveis e a aguardar uma proposta concreta do Ministério da Saúde, para se poderem reorganizar.

Numa resposta enviada à Lusa, a Associação Portuguesa de Hospitalização Privada (APHP), que na quarta-feira se reuniu com a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT), diz que "em momento algum os hospitais privados recusaram colaboração" e que ficou decidido que a ARSLVT os informaria do plano que teria, para analisarem "em que termos os hospitais privados deveriam intervir".

"A declaração do presidente da ARS Lisboa e Vale do Tejo, num posicionamento pouco institucional e nada adequado ao momento sério que o SNS atravessa contrasta, aliás, com o que tem acontecido com outros dirigentes", critica a APHP.

A associação diz que a disponibilidade dos hospitais privados se mantém e insiste que, "tal como os portugueses, [os hospitais privados] desconhecem a existência de qualquer plano de atuação" e que "sem esse instrumento não é possível tomar decisões".

"Os hospitais privados estão a desenvolver a sua atividade com normalidade e, se for necessário afetar recursos de outra forma, por conveniência e necessidade do sistema de saúde, terá então de se reorganizar as estruturas de acordo com o plano que estiver definido", refere a nota.

Criticando a posição assumida publicamente pelo presidente da ARSLVT, a APHP lembra que, no caso da ARS Norte, por exemplo, "houve solicitação da capacidade instalada e tem havido diálogo com os prestadores no sentido de encontrar soluções para problemas concretos. Refira-se também que a Entidade Reguladora da Saúde inquiriu os hospitais privados sobre a capacidade instalada e essa informação foi atempadamente remetida", acrescenta.

Os privados recordam ainda que, no âmbito da pandemia de covid-19, "cederam ventiladores, cumpriram as diretivas da DGS em relação às cirurgias não urgentes e às consultas planeadas, remeteram informação sobre capacidade instalada, reservaram camas a pedido de hospitais do SNS".

Dizem ainda que têm estado a recuperar a atividade que não pôde ser realizada no período do confinamento e que, "tendo mantido a oferta, estão a permitir a redução da carga sobre o SNS, ao mesmo tempo que contribuem de forma ativa para a realização de centenas de testes COVID e para a atividade cirúrgica de doentes do SNS".

Sobre a posição assumida pelo presidente da ARSLVT, a associação afirma: "Esta descoordenação detetada torna evidente que deve ser o Ministério da Saúde a centralizar os contactos, sem ruídos localizados que provoquem os mal entendidos como o de ontem, a estabelecer o plano de atuação para a covid e a resposta aos doentes não-covid e a definir em que termos pretende que os hospitais privados deem a sua colaboração".

"Disponibilidade existe, mas a sua efetivação depende de uma proposta concreta por parte do Ministério da Saúde", afirmam.

Os privados viram-se envolvidos, em abril, numa polémica sobre o pagamento dos custos dos doentes que a eles recorreram, sem terem sido reencaminhados pelo SNS, no âmbito da pandemia de covid-19.

Na altura, quando confrontada sobre este assunto, a ministra da Saúde esclareceu que o Estado só asseguraria os custos dos tratamentos dos doentes encaminhados pelo SNS.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

o que achou desta notícia?

concordam consigo

Logo CM

Newsletter - Boa Tarde

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8