O Hospital de Proximidade de Lamego, que entrou esta segunda-feira em funcionamento, tem capacidade para realizar cerca de 10 mil cirurgias por ano nos três blocos operatórios, disse fonte do Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro.
"É o primeiro hospital do país construído de raiz para ambulatório", afirmou hoje aos jornalistas Carlos Vaz, presidente do conselho de administração do Centro Hospitalar.
O objetivo é que os doentes sejam tratados com "mais eficácia e eficiência" no hospital e fiquem menos expostos às infeções hospitalares.
Segundo o responsável, o conceito de hospital de proximidade, em desenvolvimento na Europa, "permite, pela sua natureza mais ligeira e articulada, uma maior proximidade com o utente".
A ligação a um hospital tradicional de referência permite que receba apoio de especialistas e outros recursos. Permite também o envio de doentes de intervenções mais complexas e subsequente internamento para o hospital de Vila Real.
No primeiro dia de funcionamento a casa já está cheia em Lamego.
Centenas de funcionários, foram transferidos da antiga unidade de Lamego e também da área de oftalmologia do Hospital da Régua, não se tendo verificado novas contratações. O Centro Oftalmológico da Régua passou para Lamego.
Ao longo dos cinco andares do novo edifício estão espalhadas 14 especialidades médicas e médico-cirúrgicas e três blocos operatórios para fazer cirurgias de ambulatório.
Carlos Vaz salientou que a unidade tem capacidade para realizar cerca de 10 mil intervenções cirúrgicas por ano.
Possui ainda consulta externa, urgência básica qualificada com capacidade para 60 mil atendimentos por ano, hospital de dia e visitas domiciliárias, que permitirão o acompanhamento dos doentes, em suas casas.
Ao contrário do inicialmente previsto, o hospital possui um serviço de medicina interna com 30 camas de internamento para doentes agudos.
A nova unidade hospitalar vai assegurar a prestação de cuidados a cerca de cem mil habitantes dos dez concelhos do Douro Sul.
O Hospital de Lamego representa um investimento de 42 milhões de euros, financiados a 70 por cento por fundos comunitários.
Com esta nova unidade, fica concluído um ciclo de obras de remodelação do centro hospitalar que teve um investimento, nos últimos cinco anos, superior a 100 milhões de euros.
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