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Correio da Manhã

Sociedade
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Construção pode estar na origem da enxurrada

Prejuízos em Albufeira ainda estão a ser contabilizados.
2 de Novembro de 2015 às 11:45
Maioria dos comerciantes não têm seguros que cubram os estragos causados
Maioria dos comerciantes não têm seguros que cubram os estragos causados FOTO: Hugo Rainho/Correio da Manhã
O presidente da Associação de Comerciantes de Albufeira considerou esta segunda-feira que as inundações que no domingo devastaram a baixa da cidade se devem, em parte, ao mau planeamento na construção, que afetou o curso natural das linhas de água.

Em declarações à agência Lusa, Luís Alexandre disse que as condutas de águas pluviais colocadas na zona da baixa de Albufeira têm um diâmetro inferior ao que seria aconselhável, o que provoca o congestionamento das águas no seu curso natural para a praia, e, consequentemente, inundações.

"As últimas cheias de 2008 devem-se, também, ao facto de, não só o Polis, como a Câmara de Albufeira, terem instalado canos com diâmetros insuficientes, como, ainda por cima, terem construído paredes nas caixas de água para evitar que a água fosse para a praia", referiu, sublinhando que no domingo aconteceu o mesmo, só que "com um volume de água cinco vezes superior".

Segundo aquele responsável, tanto agora como em setembro de 2008, quando se verificaram cheias semelhantes na cidade, "a água bateu nessas paredes, não ia para a praia, mas voltou para trás e levantou as tampas, causando a inundação.

Planificação para a reconstrução da cidade
Luís Alexandre pediu à Câmara de Albufeira para que seja célere a transmitir uma mensagem aos comerciantes e também que seja implementado rapidamente um plano para que a cidade possa regressar à normalidade.

"Não vamos exigir que às primeiras horas tudo se resolva, mas tem de haver uma planificação para restituir a cidade ao funcionamento", considerou, acrescentando que é imperioso que Albufeira esteja pronta a receber os turistas na festa de fim de ano.

Segundo o empresário, a maior parte dos comerciantes não tem contratualizados seguros que cubram prejuízos causados por intempéries, tal como ele próprio, proprietário de vários estabelecimentos no concelho.

O presidente da Associação de Comerciantes de Albufeira sublinhou que os prejuízos são "avultadíssimos" e que existe, entre os comerciantes, um sentimento de "revolta" pelo facto de ainda não terem sido ressarcidos das últimas cheias de 2008.

"Neste momento existe uma enorme revolta e preocupação por parte dos comerciantes relativamente a obter respostas com alguma brevidade", concluiu.
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