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Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Trabalhadores do Grupo Heineken iniciam hoje greve até 16 de junho

Entre as principais reivindicações estão um aumento salarial de 10%, no mínimo de 100 euros, a valorização dos subsídios de refeição, de turno e de laboração contínua.

31 de maio de 2025 às 07:49

Os trabalhadores do Grupo SCC Heineken iniciam este sábado uma greve que se estenderá até 16 de junho, em protesto contra a recusa da empresa em negociar o caderno reivindicativo apresentado no final de 2024.

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura e das Indústrias de Alimentação, Bebidas e Tabacos de Portugal (Sintab), a proposta da administração --- um aumento salarial adicional de 1% --- foi rejeitada pelos trabalhadores, levando à manutenção da paralisação já convocada.

Entre as principais reivindicações estão um aumento salarial de 10%, no mínimo de 100 euros, a valorização dos subsídios de refeição, de turno e de laboração contínua.

A empresa implementou unilateralmente um aumento de 4%, considerado insuficiente pelo sindicato, que critica a postura "irredutível" da administração quanto à negociação.

Além da greve, a partir das 05h00 do dia 2 de junho, está prevista uma concentração de trabalhadores em frente à fábrica e sede da empresa, em Valongo.

O contrato coletivo de trabalho da SCC Heineken abrange todas as empresas do grupo, exceto a Novadis.

Desde 2021, as empresas do grupo fundiram-se e a SCC juntou outras empresas como a Água e Termas do Luso, Água Castello e a Hoppy House Brewing.

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