"Pais poderão definir o tempo que os seus filhos adolescentes passam a ver vídeos curtos", explicou a plataforma.
O Youtube lançou ferramentas que permitem definir os limites de tempo específicos para os vídeos curtos (shorts), incluindo a opção de bloquear totalmente, as quais estão disponíveis em Portugal a partir desta segunda-feira.
"O nsso objetivo geral, a nossa missão, é dar voz a todos e mostrar o mundo através do YouTube" e a "nossa abordagem, em geral, é proteger crianças e adolescentes no mundo digital, e não do mundo digital", diz, em declarações à Lusa, Garth Graham, responsável global de saúde [global head of health] do YouTube.
Esta segunda-feira, "em Portugal e em toda a Europa, os pais poderão definir o tempo que os seus filhos adolescentes passam a ver vídeos curtos, podendo inclusive definir para 0 minutos se não quiserem ver nenhum vídeo" e "esta é uma inovação inédita na indústria em termos de controlo parental", sublinha o responsável.
Portanto, "é a primeira vez que sabemos que isto é feito na indústria, e essa é uma das grandes novidades", enfatiza Garth Graham.
A segunda parte é tornar mais fácil para as famílias que têm filhos com idades diferentes, uma vez que "podem alternar entre contas diferentes, usando o mesmo telefone, dependendo da idade da criança que está a usar, proporcionando uma experiência adequada à sua faixa etária", acrescenta o responsável.
Garth Graham destaca que o objetivo é criar um ambiente 'online' mais seguro, promovendo "hábitos digitais saudáveis" através de cinco dicas práticas: diálogo aberto, visualização conjunta, definição de regras, equilíbrio entre o mundo 'online/offline' e a escolha de conteúdos de alta qualidade.
A primeira dica é "conversar abertamente", ou seja, "o primeiro passo é criar o hábito de falar regularmente sobre experiências 'online' e os tipos de criadores que os adolescentes assistem".
O responsável enfatiza que "à medida que as crianças conversam sobre estas experiências, desenvolvem competências de observação crítica, da mesma forma que desenvolvem competências de pensamento crítico" e isso permite "ajudá-las a diferenciar entre experiências falsas ou estereotipadas, partilhando e falando abertamente sobre o que estão a ver" e "também prepara o terreno para a discussão posterior sobre o estabelecimento de limites".
A segunda dica é "verem juntos, esta ideia de co-visualização", acrescenta, apontando que, "do ponto de vista clínico, isto cria uma visão intencional conjunta, em que ambos assistem às mesmas coisas, permitindo que os adolescentes e as crianças desenvolvam a capacidade de interpretar dinâmica".
A terceira dica gira em torno da ideia prática "de concordarem em conjunto com as regras" e a quarta "é a de criar um equilíbrio, ajudando os seus filhos adolescentes a encontrar um equilíbrio saudável entre o mundo 'online' e as atividades físicas, entre os passatempos e o tempo presencial", aponta Garth Graham.
O último ponto "que queremos articular como parte desta reflexão geral é a ideia de promover o uso consciente", porque "nem todo o tempo de ecrã é igual".
Estas cinco dicas, "juntamente com as novas ferramentas que temos vindo a apresentar, servem para ajudar os seus filhos a navegar no mundo digital e também a mostrar como utilizar algumas das ferramentas que estamos a implementar em toda a Europa", sintetizou.
Garth Graham salienta que o YouTube é, sobretudo, uma plataforma de vídeos.
"Somos a maior biblioteca de vídeos do mundo, 90% dos professores utilizam vídeos do YouTube como parte da sua aprendizagem" e "71% das crianças na Europa utilizam o YouTube como parte dos trabalhos de casa", aponta.
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