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Conselho geral da RTP decide sob pressão

Comissão de Trabalhadores não poupa críticas a Nuno Artur Silva e alerta para “conflito de interesses”.

18 de janeiro de 2018 às 09:03

Até ao início de fevereiro, o Conselho Geral Independente (CGI), ao qual cabe supervisionar a atividade da RTP e nomear a administração, terá de indicar os nomes que vão integrar o conselho nos próximos três anos.

Até agora, e segundo o que o CM apurou junto de fontes próximas do processo, Nuno Artur Silva deverá manter-se em funções. Contudo, as graves acusações feitas pela Comissão de Trabalhadores (CT) ao administrador com o pelouro dos conteúdos pode influenciar a decisão do CGI.

No início da semana, a CT arrasou Artur Silva pelo facto de este continuar vinculado à Produções Fictícias enquanto toma decisões na RTP, numa situação que considera ser um "claro conflito de interesses".

No mesmo documento, a CT afirma ainda que a RTP tem "um grave problema de supervisão", uma competência do CGI, uma vez que conta com "um diretor de programas [Daniel Deusdado] que passou a sua produtora de vídeo para a posse da mulher, um administrador para a área dos conteúdos [Nuno Artur Silva] que tem um canal de televisão [Canal Q] em concorrência direta com a própria empresa e um colaborador [Virgílio Castelo, contratado como consultor para a ficção] que emite pareceres sobre a aquisição de projetos de ficção em que participa como ator".

Contactado pelo CM, António Feijó, presidente do CGI, revelou "não ter nada a dizer neste momento". RTP não respondeu até à hora de fecho da edição.

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