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Arquivos de Epstein revelam vítima de nove anos e ligação a alto funcionário de governo

Documentos recentemente consultados por membros do Congresso trouxeram à luz informações que voltam a expor a gravidade do escândalo Epstein.

10 de fevereiro de 2026 às 10:46

Novas revelações sobre o caso Jeffrey Epstein estão a causar choque nos Estados Unidos e a reacender o debate sobre a falta de transparência em torno do escândalo que envolve algumas das figuras mais poderosas do mundo.

Legisladores norte-americanos confirmaram esta semana que os chamados Arquivos Epstein mencionam uma vítima com apenas nove anos de idade e fazem referência a um indivíduo que ocupa "uma posição bastante elevada num governo estrangeiro". As informações foram avançadas pelos congressistas Thomas Massie (republicano) e Ro Khanna (democrata), durante uma conferência de imprensa.

A dupla tem liderado o esforço bipartidário para tornar públicos os documentos relacionados com o caso, pressão que resultou na aprovação da Lei de Transparência dos Arquivos Epstein. Ainda assim, os congressistas denunciam que a transparência prometida está longe de ser uma realidade.

No passado dia 30 de janeiro, o Departamento de Justiça divulgou mais de três milhões de ficheiros relacionados com o caso, mas a grande maioria foi fortemente editada. Thomas Massie revelou que um dos documentos contém 18 censuras, quatro delas referentes a homens nascidos antes de 1970, e voltou a apelar para que o Departamento de Justiça "corrija os seus erros".

Esta semana, pela primeira vez, membros do Congresso puderam consultar versões não censuradas dos ficheiros, numa visita a um edifício do Departamento de Justiça em Washington.

O deputado Jamie Raskin descreveu o que viu como "simplesmente absurdo e escandaloso". "Ao ler estes ficheiros, depara-se com meninas de 15 anos, meninas de 14 anos, meninas de 10 anos. Hoje, vi uma menção a uma menina de nove anos", afirmou.

Após a audição, Ro Khanna deixou ainda um forte aviso sobre as possíveis repercussões internacionais do escândalo, apontando diretamente para a monarquia britânica. O congressista defendeu que o caso expõe uma "cultura de impunidade da elite" e que a associação do ex-príncipe André a Epstein, bem como os contactos com figuras políticas de topo como Peter Mandelson, revelam uma rede protegida de pessoas poderosas.

"Esta é a maior vulnerabilidade que a monarquia britânica já enfrentou", afirmou Khanna, acrescentando que as consequências podem ir muito além de medidas simbólicas, como a retirada de títulos reais. Para o deputado, o rei Carlos III tem a responsabilidade de esclarecer o que sabia sobre o caso.

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