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Depoimento do médico de Jackson inconclusivo

Conrad Robert Murray foi interrogado pela polícia durante três horas, mas as respostas não apontam qualquer pista para as causas da morte do cantor

28 de junho de 2009 às 18:31

O depoimento feito esta madrugada pelo médico Conrad Robert Murray revelou-se inconclusivo em relação às possíveis causas da morte de Michael Jackson.

O médico particular do cantor, que estava ao seu serviço há três anos e testemunhou os seus últimos momentos de vida, apresentou-se voluntariamente à polícia de Los Angeles, tendo prestado declarações durante cerca de três horas.

Segundo uma fonte policial, o interrogatório esteve focado sobretudo no tipo de medicamentos que Michael tomava, mas as respostas de Murray, que ter-se-á mostrado bastante cooperante não evitando qualquer questão, não apontaram nenhuma pista para o que poderá ter despoletado o ataque cardíaco que vitimou o cantor.

Em comunicado, e contrariamente ao que chegou a ser veiculado pela Imprensa americana, os advogados do médico fizeram saber que Murray esteve sempre em Los Angeles desde a morte de Michael Jackson e que não é considerado suspeito pela investigação policial que entretanto foi desencadeada, mas sim testemunha. Uma informação que, aliás, a própria polícia havia já confirmado.

Conrad Robert Murray tem estado no centro das atenções quer dos familares quer da Imprensa, sob a suspeita de ter administrado por via intravenosa uma overdose de Demerol, um analgésico sintético semelhante à morfina, pouco antes da paragem cardio-respiratória que viria a ser fatal para Michael Jackson. De resto, essa começa a ser também uma questão envolta em mistério, já que não sabe ao certo afinal quem deu a última injecção.

Entretanto, Joe Jackson, de 79 anos, o patricarca da família Jackson, continua a defender a tese de que a morte do filho terá sido provocada, mesmo que acidentalmente, tanto mais que o cantor era uma pessoa forte e saudável. Conclusão a que chegaram também os legistas que procederam à primeira autópsia, referindo que o corpo de Michael apresentava apenas queimaduras no peito que resultaram dos instrumentos médicos utilizados nas tentativas de reanimação.

Já no que diz respeito ao rosto, e aí, foram os homens do Instituto de Medicina Legal de Los Angeles os primeiros a vê-lo sem a pesada camada de maquilhagem que usava, Jackson tinha várias cicatrizes, algumas delas de dimensões consideráveis, a que decerto não são alheias às várias cirurgias plásticas a que o cantor se submeteu ao longo da vida.

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