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Polícia investiga morte de Jackson

O cantor poderá ter sido vítima de uma overdose de Demerol admnistrada pelo seu médico pessoal que entretanto desapareceu

26 de junho de 2009 às 19:49

A divisão de homicídios da polícia de Los Angeles anda à procura do médico pessoal de Michael Jackson, Tohme Tohme, que lhe deu uma injecção de Demerol, um analgésico sintético semelhante à morfina, pouco antes da paragem cardio-respiratória que viria a ser fatal para o cantor.

Segundo uma fonte próxima do falecido Michael Jackson, a injecção ter-lhe-á sido administrada por volta das 11h30. Menos de uma hora depois, concretamente às 12h21, foi dado o alerta através de uma chamada telefónica para o 911 (o número de emergências nos Estados Unidos equivalente ao nosso 112), durante a qual foi explicado aos paramédicos que o cantor não estava a respirar.

Brian Oxman, ex-advogado de Michael Jackson e amigo próximo da família, revelou hoje que havia já dado conta das suas preocupações quanto ao perigo da administração deste tipo de fármacos contra as dores de que o cantor se queixava (causadas alegadamente por 'stress'), não só pelo risco da dependência como pelo de uma overdose acidental, uma vez que se tratava de um analgésico bastante forte.

O certo é que o BMW de Tohme Tohme, que costumava estar estacionado à porta da casa de Michael Jackson, em Beverly Hills, desapareceu ontem à noite. E continua a não haver rasto nem do carro nem do médico. Uma situação considerada estranha e que está a levantar algumas suspeitas quanto à possibilidade do cantor ter sido vítima de uma overdose acidental de Demerol que, a confirmar-se, provocaria um ataque cardíaco.

Um porta-voz da polícia de Los Angeles confirmou entretanto esta manhã que a divisão de homicídios está efectivamente a investigar a morte do cantor. "Não há indícios imediatos de que possamos estar perante um crime, mas dada a natureza muito particular deste caso, os detectives vão verificar se há alguma razão para equacionar essa hipótese", explicou o interlocutor da LAPD.

Questionado sobre por que razão quer a polícia interrogar Tohme Tohme, o porta-voz da polícia limitou-se a dizer que "no âmbito da investigação é normal que o médico seja ouvido", escusando-se para já a fazer qualquer comentário em relação ao desaparecimento súbito do mesmo.

A autópsia ao corpo do cantor começou a ser feita esta manhã no Instituto de Medicina Legal de Los Angeles, mas os resultados preliminares só serão conhecidos dentro de alguns dias. De resto, e tal como explicou Ed Winter, que está a supervisionar o processo, estão a ser seguidos os procedimentos habituais de qualquer autópsia, o que significa que os resultados dos testes toxicológicos, que podem determinar em concreto as razões da morte do cantor, só serão conhecidos dentro de seis a oito semanas.

Na prática, o objectivo é saber se o fármaco que foi administrado a Michael Jackson terá sido ou não um factor que conduziu à sua morte.

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