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Teste da picada no dedo pode ajudar no diagnóstico de Alzheimer

Novo estudo envolvendo investigadores do Reino Unido, EUA e Canadá tem como objetivo detetar biomarcadores associados à doença.

19 de janeiro de 2026 às 16:25

Um estudo internacional está tentar perceber até que ponto um exame feito com uma simples picada no dedo para recolher uma gota de sangue pode ser usado no diagnóstico da doença de Alzheimer.

O estudo, que envolve 1000 voluntários com mais de 60 anos no Reino Unido, EUA e no Canadá, tem como objetivo detetar biomarcadores associados à doença.

O estudo 'Bio-Hermes-002' é liderado pela instituição de caridade de pesquisa médica 'LifeArc' e pela 'Global Alzheimer's Platform Foundation', com o apoio do Instituto de Pesquisa de Demência do Reino Unido.

"Estamos a analisar a presença de três proteínas associadas à doença de Alzheimer, os chamados biomarcadores sanguíneos. Ao analisar a concentração e os níveis dessas proteínas, podemos saber se uma pessoa corre o risco de desenvolver a doença de Alzheimer", referiu Giovanna Lalli, diretora de estratégia e operações da 'LifeArc', à BBC.

Estudos recentes demonstraram que proteínas anómalas podem acumular-se no cérebro de indivíduos mais de 15 anos antes de começarem a apresentar sintomas de Alzheimer, a forma mais comum de demência.

Os testes atuais para detetar a doença de Alzheimer são caros, demorados e invasivos. Por isso, a esperança é que o teste da picada no dedo possa revolucionar a forma como a doença é identificada.

"Com novos tratamentos no horizonte, o diagnóstico precoce e preciso deve ser uma prioridade para o NHS (Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido). É por isso que estamos a financiar projetos para integrar exames de sangue para demência ao NHS, para que todos possam beneficiar de um diagnóstico de forma rápida e precisa", referiu à BBC Fiona Carragher, diretora de políticas e pesquisa da 'Alzheimer's Society'.

foi desenvolvido há cerca de um ano pelo Instituto de Saúde Carlos III (Madrid) e o Centro de Investigação de Alzheimer ACE, em Barcelona.

O procedimento foi testado em 337 doentes em sete centros europeus para encontrar proteínas relacionadas com Alzheimer e outras alterações cerebrais no líquido cefalorraquidiano, alcançando 86% de precisão na identificação de alterações relacionadas com a doença.

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