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Cai 90% tráfego de petroleiros no estreito de Ormuz

Passagem está fechada, uma medida que ameaça o transporte de 20% do petróleo mundial, mas os Estados Unidos garantiram estar a preparar escoltas navais para petroleiros.

04 de março de 2026 às 16:17

O tráfego de petroleiros no estreito de Ormuz caiu 90% numa semana, na sequência da guerra no Médio Oriente, avançou esta quarta-feira a empresa de análise de dados Kpler, proprietária do serviço de rastreamento de navios MarineTraffic.

"A análise da atividade marítima indica que o trânsito de petroleiros está atualmente 90% abaixo dos níveis da semana passada", escreveu o diretor do MarineTraffic, numa mensagem publicada nas redes sociais.

"Ao contrário de outros tipos de embarcações, cujos movimentos praticamente cessaram, alguns petroleiros ainda estão a transitar pelo estreito, de leste para oeste, alguns com os 'transponders' [sistemas de identificação] desligados", acrescentou o analista da Kpler Matt Wright.

A Guarda Revolucionária do Irão garantiu já que tem "controlo total" do estreito de Ormuz, um ponto de estrangulamento crucial para o comércio global de petróleo à entrada do golfo Pérsico.

"Atualmente, o estreito de Ormuz está sob o controlo total da marinha da República Islâmica", disse um responsável da Guarda, em comunicado, citado pela agência de notícias estatal iraniana Fars.

O Irão acrescentou que a passagem está fechada, uma medida que ameaça o transporte de 20% do petróleo mundial, mas os Estados Unidos garantiram estar a preparar escoltas navais para petroleiros.

Na terça-feira, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que, "se for necessário", a marinha norte-americana poderá escoltar os petroleiros através do estreito de Ormuz para impedir que sejam atacados.

A situação pode estar já a afetar os navios europeus, já que as autoridades marítimas anunciaram que dois navios, um porta-contentores de bandeira maltesa e um petroleiro espanhol, foram atacados naquela passagem.

O encerramento do estreito de Ormuz foi uma das respostas de Teerão ao ataque militar, iniciado no sábado, pelos Estados Unidos e por Israel contra o país, alegadamente para travar o desenvolvimento do programa nuclear e de mísseis.

Os bombardeamentos, que atingiram diversas regiões do Irão, incluindo a capital, causaram também a morte do líder supremo do país o 'ayatollah' Ali Khamenei.

O Irão lançou ainda ataques de retaliação contra Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã, Iraque, Chipre e Turquia.

As autoridades iranianas registaram, desde sábado, mais de mil mortos.

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