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Visons abatidos e colocados em vala comum devido à Covid-19 podem estar a contaminar água na Dinamarca

Governo dinamarquês ordenou o abate de cerca de 17 milhões de animais da espécie.

10 de dezembro de 2020 às 16:12

As autoridades ambientais dinamarquesas estão a investigar a contaminação das águas subterrâneas e de áreas protegidas nos locais onde foram enterradas milhares de martas.As valas, vigiadas 24 horas por dia de forma a manter pessoas e animais longe do local, geraram controvérsia junto dos moradores da área devido aos possíveis riscos à saúde.

O governo ordenou o abate no início de novembro de cerca de 17 milhões de animais da espécie, após a deteção de uma mutação da Covid-19 com origem em várias quintas de criação.

As autoridades, que criaram valas de dois metros de profundidade para colocar os animais mortos, deverão agora desenterrar as martas após a deteção de gases durante o processo de decomposição.

Um novo estudo, citado esta quinta-feira pela Agência Reuters, revela que as águas subterrâneas da área podem ficar contaminadas num curto espaço de tempo.

"A água subterrânea logo abaixo das valas está em perigo iminente de ser contaminada", garantiu o chefe do departamento da Agência de Proteção Ambiental, Per Schriver, à Reuters.

As águas subterrâneas contaminadas poderão desaguar em riachos ou lagos próximos, propagando ainda mais a poluição.

OS resultados do estudo deverão ser conhecidos apenas no próximo ano.

As valas, vigiadas 24 horas por dia de forma a manter pessoas e animais longe do local, geraram controvérsia junto dos moradores da área devido aos possíveis riscos à saúde.

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