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Carlos Rodrigues

Carlos Rodrigues

Diretor

"Eventual derrota de Marques Mendes será sempre um falhanço do PM"

06 de janeiro de 2026 às 00:32

Entrámos em força no novo ano com o País a envolver-se, finalmente, e aos poucos, nas presidenciais. Agora não há mais tempo para adiar, vai ser preciso decidir o voto até ao próximo dia 18. Enquanto não temos o barómetro de referência da Intercampus, que vai separar o trigo do joio e radiografar as tendências do eleitorado, lá mais para o final desta semana, devemos limitar as análises a impressões de campanha e de estratégia. Aqui, há dois movimentos principais. O primeiro, sobre Seguro. Conseguiu impor-se ao PS, mesmo àquela parte do partido que o detesta, e isso faz dele uma espécie de Jorge Sampaio: avançou sem olhar em redor, contrariou os barões que se acham acima da realidade, e teve a sorte de os adversários lembrarem que se absteve num Orçamento de Passos Coelho, logo a seguir aos socialistas terem atirado o País para a bancarrota. Todo este caminho das pedras qualifica-o como potencial Presidente. Do lado de Marques Mendes, tarda em assumir-se como candidato próximo do Governo, tal como o Governo tarda em assumir a campanha. É uma das maiores incógnitas políticas destas presidenciais: se Montenegro e a sua equipa gozam de uma alta taxa de aprovação, para quê atrasar a entrada em força na campanha? Mendes e Montenegro devem aparecer juntos muitas vezes. O movimento contrário prejudica-os a ambos. Que não haja dúvidas: uma eventual derrota de Marques Mendes será sempre um falhanço assacado ao primeiro-ministro.  

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