Carlos Rodrigues
DiretorO velho PS andou anos a inflacionar o Chega. O cálculo político no entorno de Costa indicava que o crescimento de um partido à direita do PSD manteria os socialistas no poder e inviabilizaria o regresso dos sociais-democratas a S. Bento. Não contavam com a reconfiguração sociológica que estavam a criar e que fez descair o eixo político para a direita. Subitamente, o Chega deixou de ser um calço que visava, apenas, fechar a porta do poder atrás do PSD e eternizar o PS, para adquirir uma força política própria. Esse foi o maior erro estratégico dos oito anos de poder socialista, concretizado nos ataques de Ferro Rodrigues ao “fascismo” que estava de volta, no rasgar de vestes de Santos Silva em defesa da liberdade em risco, discursos que só ajudaram à consolidação do partido que atacavam. O povo, como sempre, mostrou-se mais sábio, e manteve uma prudente distância em relação a uma certa dose de fantasmas construídos em redor da extrema-direita, que em Portugal tem em Ventura um líder que a mantém dentro de limites bem diferentes de outras, por essa Europa fora. Ora, Seguro dá sinais de não partilhar esse radicalismo anti-Ventura. Está a construir uma base sólida para alcançar uma maioria robusta, fundada na racionalidade e nos argumentos bem explicados, sem qualquer histeria discursiva, que inflacionará a percentagem de Ventura. Isso, sim, é uma lição de democracia. Oxalá a transporte para Belém. Será a melhor forma de estabilizar o regime.
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Por Carlos Rodrigues
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