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Carlos Rodrigues

Carlos Rodrigues

Diretor

"Uma vez eleito, o objetivo central do próximo PR será a reeleição, e logo à primeira"

20 de janeiro de 2026 às 00:32

Uma vez eleito, qualquer que seja o Presidente da República passará a ter um único objetivo central: ser reeleito cinco anos depois para um segundo mandato, e com uma margem suficiente para o conseguir logo à primeira volta, de forma a evitar grandes chatices e perdas de autoridade provocadas por margens estreitas e debates em excesso. Assim será, também, com António José Seguro, se os portugueses lhe entregarem essa missão no próximo dia 8 de fevereiro, como tudo indica, pelo que o chefe do Estado não poderá afrontar nem indispor ninguém, da extrema-esquerda à extrema-direita, passando, naturalmente, e por maioria de razão, pelo Governo. Não virão, portanto, de Belém os maiores problemas da AD e de Luís Montenegro no próximo ciclo político. Muito mais desafiante para o líder social-democrata será o elã que Ventura irá ganhar se ultrapassar o seu tecto eleitoral na segunda volta das presidenciais. A falta de comparência do PSD no duelo entre Ventura e Seguro será cobrada ao primeiro-ministro durante muito tempo. Montenegro precisará de muitos sucessos governativos para se livrar dessa pressão política permanente que virá da sua direita. Ventura pagará caro cada lei aprovada ou negociada, cobrará todas as falhas do Executivo, e sabemos bem como tem havido muitas, da saúde à habitação. Haja o que houver, vem aí um país novo, onde a política será muito diferente daquilo a que temos estado habituados. 

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