O primeiro-ministro que se arrepiava sempre que ouvia falar em reformas estruturais chega ao fim da sua longuíssima governação, olha para trás e constata que deixou quase tudo por fazer no país. Ou melhor, constataria, se, num qualquer recesso da sua consciência, António Costa ousasse ser sincero consigo próprio (já nem peço que o seja connosco). O facto é que, bem espremidinhos, estes anos de governos socialistas deixam um sabor amargo na boca dos portugueses e, aposto, na boca do primeiro-ministro. É por isso que ninguém se espanta que, à falta de verdadeiras reformas, ele gaste grande parte dos últimos cartuchos na pele de um Super Mario Bros. das Infraestruturas e que esteja a forçar, à pressa, o lançamento de obras emblemáticas e de enorme envergadura – leia-se o novo aeroporto de Lisboa e o TGV –, às quais quer ter o seu nome associado para a posteridade. Esquece-se que a posteridade se constrói de véspera. Uma véspera que, no caso, teve a duração de oito anos e que foi desperdiçada num contínuo exercício de gestão política, gestão de expectativas e gestão de trapalhadas. É normal que lhe tenha sobrado pouco tempo para transformar Portugal num país melhor.
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