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Luís Campos Ferreira

Luís Campos Ferreira

Passos fez o que tinha de ser feito

13 de fevereiro de 2025 às 00:30

Desde que decidiu afastar-se da vida político-partidária, em 2018, Pedro Passos Coelho tem-se remetido a um auto-imposto silêncio, apenas interrompido por parcimoniosas aparições públicas de muito longe a longe e ainda mais parcas palavras. Não é, portanto, de estranhar que este voluntário afastamento suscite um intenso interesse por parte da comunicação social sempre que o ex-primeiro-ministro aparece. Foi o que aconteceu esta semana, em que Passos Coelho foi finalmente ouvido como testemunha no processo do chamado caso BES. Para lá das eternas perguntas sobre um eventual regresso à política activa – que Passos liminarmente rejeita uma e outra vez –, este raro momento constituiu uma oportunidade para revisitarmos um dos processos mais complexos e problemáticos da nossa democracia (longe de estar encerrado, do ponto de vista judicial e não só) e a forma como a intervenção daquele primeiro-ministro em concreto acabou por determinar um antes e um depois na relação do poder político com o poder económico em Portugal.

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