Sinto-me como aqueles convidados que um dia vão jantar a um palácio e deparam com o fidalgo bêbedo a urinar contra uma mesa Luís XIV: embora eu nem sequer seja monárquico, dou por mim a ir à cozinha ver se há uma esfregona e detergente para limpar aquilo. E só não lavo com sabão a aristocrática boca do imbecil porque, enfim, ele não disse asneiras. Só as fez.
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Os filhos levam tempo até perceber que os pais também são humanos.
Para combater as outras narrativas, o melhor ainda é recuperar uma velha narrativa.
Quando há dias o Sporting recuperou de três secos na Noruega, comovi-me.
Até a martirizada Ucrânia já vai a feiras de armamento, expor a sua indústria de drones.
Somos um país abençoadamente pacífico, desde que a ditadura acabou.
Pode haver quem diga que Luís Neves não era de esquerda, só dizia coisas sensatas.
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