Robert F. Kennedy Jr. está à frente da saúde americana ou talvez atrás, ou por cima, ou esmagando o que restava de preocupações coletivas do Estado em relação a cada indivíduo – principalmente em relação aos mais pobres. Uma saúde que quer gastar cada vez menos nos que têm menos defesas económicas: eis, no fundo, a ideologia base. Ele é, afinal, um senhor capitão que faz do naufrágio uma meta. Como um capitão de barca cujo destino fosse não um local no mapa da superfície, mas o fundo do mar. Há indícios de doenças que pareciam extintas, como alguns animais, e que parecem agora ressuscitar. O barco da saúde americana está a transformar-se em submarino involuntário, submarino sem capacidade para tal. Ressuscitando doenças antigas em vez de eliminar as contemporâneas.
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Robert F. Kennedy Jr, aos poucos lá vai destruindo o sistema de saúde com base em ideias medievais exibidas em ecrãs ignorantes. E só passou um ano.
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