Estou convencido de que o mundo - ou seja, a baía de Moledo, a foz do Minho, o monte de Santa Tecla, o forte da Ínsua e os pinhais em redor - desaparecem na próxima semana. E, com estes elementos, tudo o que os cerca e onde me dizem que existe o resto do planeta, uma massa disforme de matéria pegajosa e em desagregação. Podia escrever isto depois de assistir, com uma fingida e hipócrita perplexidade, ao primeiro quarto de hora do telejornal de ontem – mas hábitos quase seculares, aliados à preguiça que parece ser uma arma de defesa dos Homem de várias gerações, impedem-me de escrever à noite, aquele período reservado à contemplação das horas que foram, do dia que desaparece, dos ruídos que se despedem.
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Não gostava de nêsperas e tinha um certo desprezo por legumes no prato, tratando-os como um apenso decorativo.
Os “portugueses de antigamente” tinham vícios muito contemporâneos e eram tão velhacos e tão impertinentes como os de hoje.
Nestes tempos em que o assunto das televisões é a geopolítica, a presença do Tio Albano seria bem vinda.
A loiça mantém-se, mas o tom cerimonioso desapareceu.
Contra todas as evidências, o mundo continua a interessar-me.
Tanto produzia catástrofes como pantomineiros.
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