Durante muito tempo, Isabelle era apenas a jovem bióloga holandesa que namorava com o meu sobrinho Pedro. O casamento entre os dois veraneantes deste eremitério de Moledo foi uma espécie de consolação para a alma da própria família, como se então nascesse uma aliança eterna entre as monarquias do Alto Minho e da longínqua Frísia. Isabelle, que já tinha adoptado este recanto como sua segunda pátria, continuou a considerar os portugueses como objecto de estudo da paleontologia e de várias ciências esotéricas, o que significa que deixou de – com o seu racionalismo neerlandês, que tanto é calvinista como apenas sovina – querer compreendê-los. Ou seja, compreender-nos, uma vez que, na devida escala, comungo de quase todos os defeitos dos meus compatriotas.
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