O meu tempo – o de um velho que observa como cai a chuva no litoral do Minho – já não se perde em matérias tão superiores como a ciência política ou tão especiosas como certas minudências de história da Pátria. Ambas parecem necessárias para acompanhar a campanha eleitoral, mas Dona Elaine, a governanta deste eremitério de Moledo, proíbe generosamente que acompanhemos as litanias deste tempo, em que a esquerda fala como se tivesse a voz do senhor bispo de Braga, e a direita como se fosse ventríloqua de um carbonário do tempo da República. Ela muda de canal de cada vez que aparecem os candidatos e acabamos a suspirar. Eu, pelo boletim meteorológico do Dr. Anthímio de Azevedo; ela, pelo ‘Casarão’. Limito-me a considerar, vagamente, que não compreendo os tempos que correm – como se gente medíocre e ressentida só pudesse produzir mediocridade, ressentimento e tiranias. Sobre as tiranias, ainda é cedo.
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A olhar o nevoeiro entre as agulhas dos pinhais.
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O Tio Alberto gostava de café “con unas gotitas” e tomava-o nessas peregrinações plebeias pela Galiza.
Achava que os rios eram interessantes consoante a temporada da lampreia ou da truta
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