Quando os meus pais decidiram regressar a Biarritz – onde o velho Doutor Homem fizera o pedido de casamento a Dona Ester, minha mãe, trinta anos antes –, ficaram alojados no Hôtel du Palais, um edifício monumental onde Napoleão III e a Eugénia de Montijo passavam parte do Verão, e onde a imperatriz se desterrou durante boa parte da viuvez, após o fim do II Império. Eça de Queirós pôde entrevê-la na inauguração do Canal do Suez, quando a imperatriz seguia a bordo de uma fragata espanhola.
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O Tio Alberto gostava de café “con unas gotitas” e tomava-o nessas peregrinações plebeias pela Galiza.
Achava que os rios eram interessantes consoante a temporada da lampreia ou da truta
Por sermos leais ao passado, não há escolha quando se trata de boa educação.
Era bom para peregrinos de Castro Laboreiro ou frades eremitas de Rendufe.
Não gostava de nêsperas e tinha um certo desprezo por legumes no prato, tratando-os como um apenso decorativo.
Os “portugueses de antigamente” tinham vícios muito contemporâneos e eram tão velhacos e tão impertinentes como os de hoje.
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