Não sei se se recordam de uma canção do grande mestre do ‘funk’, Ed Motta: "Ainda tenho que andar bem / do Leblon ao Catete / daqui pro Méier" – refere-se à geografia do Rio de Janeiro, do chique Leblon até ao subúrbio do Méier onde, há 100 anos, nasceu Millôr Fernandes, um dos maiores génios brasileiros do século XX: humorista safado, poeta, jornalista, cartunista, tradutor (de Shakespeare, Tchekov, muito, muito teatro), boémio incandescente e impenitente, cronista "do quotidiano", polemista amável, aforista maravilhoso ("De todas as taras sexuais, não existe nenhuma mais estranha do que a abstinência", ou "como são admiráveis as pessoas que nós não conhecemos bem", para não falar de "certas mulheres acabam ficando bonitas de tanto a gente dizer que são"). Toda a boa imprensa brasileira de 1940 em diante ficou marcada por ele (mesmo a portuguesa), que foi um dos fundadores do ‘Pasquim’. Quando morreu em 2012, aos 88 anos, era um dos mais vivos símbolos da pátria carioca. Se puderem, leiam e divirtam-se.
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