Nunca se provaram - e foram arquivadas - as queixas de abuso sexual de Dylan Farrow por Woody Allen, que acaba de estrear no Festival de Veneza o seu 50.º filme, ‘Coup de Chance’. Os críticos que o viram são praticamente unânimes em dizer que se trata do seu melhor filme desde ‘Blue Jasmine’ (de 2013, com Cate Blanchett, que ganhou o Oscar e o Globo de Ouro para melhor atriz). Tal como acontece com J.K. Rowling ou Kevin Spacey, não interessa o que fica provado ou o que é arquivado: o ferrete sombrio da acusação, militante ou apenas vingativa, pairará sempre sobre Woody Allen - que não deve ser absolvido ou condenado por ser um dos grandes génios do século XX, mas por ser ou não ser culpado. Interrompendo vários minutos de aplausos (foi dos realizadores mais festejados), Allen retirou-se, comovido. Do lado de fora, uma multidão enfurecida protestava "contra os violadores", tenha o realizador cometido ou não as indignidades de que é acusado. Como um pária, Woody Allen atravessa um deserto ruidoso.
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