Ao contrário de hoje, nos anos 60 não era popular ser careca. Eu próprio me lembro de, com alguma angústia, periodicamente consultar o Sr. Freixinho, meu barbeiro há muitos anos: vai cair-me o cabelo? Ele descansava-me: tem cabelo para si e para me emprestar a mim. Mas, nos anos 60, Telly Savalas (1922-1994) redimiu todos os homens que exibiam orgulhosamente a sua cabeça nua – ele era o detetive Kojak. Alguns anos antes, Savalas (que, pelas origens gregas, recebera o nome Aristotelis, depois transformado em Telly) tinha sido o mau da fita, chefe da Spectre, a grande organização de malfeitores, em ‘Ao Serviço de Sua Majestade’, o único filme com George Lazenby no papel de 007, o James Bond que pertencera (e regressaria) a Sean Connery. Antes, tinha sido um dos ‘Doze Indomáveis Patifes’, de Robert Aldrich – fazendo o papel do bom que era mau, como aconteceu em quase todo o seu trabalho como ator. Passam hoje 30 anos sobre a morte de um dos mais generosos e bons atores carecas do cinema.
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