O escritor Arturo Pérez-Reverte dizia que havia várias maneiras de olhar a História - eu abrevio o seu texto: a da direita consiste em branqueá-la; a da esquerda em enegrecê-la; finalmente, a que preferia, tratava de aceitar o que ela tem de negativo (e mesmo sinistro) e de positivo. “Mas arriscas-te a que te caiam em cima.” Lembro isto a propósito do carácter discreto ou quase clandestino a que, depois do “problema” do V Centenário de Camões, que o governo socialista destratou, foram votadas as comemorações de Vasco da Gama (1469-1524) - há conferências promovidas para a Sociedade de Geografia, o Centro de Artes de Sines (onde nasceu) ou a biblioteca da Vidigueira (tinha o título de conde da Vidigueira), bem como concertos alusivos. Não há séries de TV nem grandes motivos folclóricos - mas fosse Vasco da Gama futebolista e outros festejos haveria. Por isso, fico comovido com a imagem de Draupadi Murmu, a presidente da Índia, que ontem foi aos Jerónimos homenagear Camões e Vasco da Gama.
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