Para quem conhece a serra do Açor, Mourísia não fica longe, nem Piódão. A placa à entrada da aldeia que anteontem esteve nas primeiras páginas e aberturas de telejornais ainda está queimada desde os incêndios do ano passado – seja quem for a entidade responsável pelos sinais das estradas não tratou de substituí-la e ficou ali a aguardar a visita do novo presidente da República. É uma mancha na paisagem, tal como o espaço do território ardido ou abandonado porque quem já não vive lá. Na verdade, o Interior é um país longínquo. Ao contrário do que possam pensar os que vivem “no litoral” e “nas cidades mais importantes”, não se vive mal “no Interior” – vive-se de outra maneira, as autarquias substituem muitas das funções do estado central, as expectativas e as ambições são de outra natureza, o grau de felicidade pelo desenvolvimento económico tem uma escala mais modesta. Foi uma bela ideia do Presidente ao ter começado por lá o seu mandato. E que desperte, ou faça despertar, o orgulho de viver no Interior.
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