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A licença de porte de isqueiro, as (elegantes) malas do Movimento Nacional Feminino, o rádio RCA da Emissora Nacional, a pistola que matou Ribeiro dos Santos, as máquinas de escrever com teclado ‘hcesar’, o chapéu londrino de Salazar, os cartazes do Secretariado da Propaganda Nacional, a carta da Irmã Lúcia a Salazar, o inventário dos bens do Presidente do Conselho, o ‘Livro de Matrícula de Meretrizes’, o isqueiro da Cruz Vermelha, a farda da Mocidade Portuguesa, o mapa ‘Portugal não é um país pequeno’ (da Exposição Colonial), o lápis azul Olímpico (da Viarco) usado pelos serviços de censura, a máquina de costura Oliva, o ‘Diário da Manhã’ (o jornal do regime, que depois se fundiu com ‘A Voz’ e deu origem ao ‘Época’) – podia continuar. Estes são alguns dos objetos escolhidos por Fernanda Cachão para ‘O Estado Novo em 101 Objetos’ (Lua de Papel), um livro precioso que faz a história do regime – como “uma montra da ditadura”. São 40 anos de imagens que nos levam a revisitar o malogro do tempo. Um livro destes fazia falta.

O PS saiu vulgarizado. Tudo indica que nas próximas eleições, será o PSD a ir pelo cano.
Francisco Moita Flores

ontem, no CM

TV. Por obra e desgraça, o país muda numa noite eleitoral. Nas televisões, as viúvas do regime recordam como o falecido era perfeito em vida. Mas, com cara de pau, dizem mal do antigo cônjuge, que afinal era um sátrapa malvado.

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