Quando falamos da Europa de antanho é a pobre Europa de hoje que lamentamos: um continente que empobrece, uma civilização que se envergonha de si mesma, uma fortaleza sem muralhas. A ideia não é pessimista; constitui um alerta. Rilke tinha razão quando pedia: “Antecipa-te a toda a despedida.” Ou seja: prepara-te, o esplendor da Europa não voltará tão cedo, o caminho de regresso está cheio de fantasmas. Quando George Steiner falava dessa “Europa dos cafés” (lugares de diálogo, liberdade e debate) já evocava um mundo antigo que havia de ser trucidado por dentro, quando lhe faltassem a dignidade ou a força para defendê-la. Na semana que passou, Finlândia, Letónia, Lituânia, Noruega, Roménia, Polónia, Dinamarca e Noruega viram o seu espaço aéreo invadido por naves russas – e a escadaria da catedral ortodoxa de Helsínquia tomada por militantes do Estado Islâmico entre outras amáveis entidades que pregam o assalto e a destruição da Europa. A UE murmurou qualquer coisa sobre “firmeza e determinação”, mas ninguém acredita.
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