A leitura do novo livro de António Damásio, ‘A Inteligência Natural & a Lógica da Consciência’ (Temas e Debates) é um desafio, não só pelas questões que coloca sobre o nascimento da consciência no cérebro (o seu lugar, funcionamento e necessidade), mas pelo seu título. Há dois anos, a IA era uma espécie de tema esotérico na imprensa e havia dois problemas públicos: o seu poder sobre “o humano” – e os negócios prodigiosos que possibilitava a uma clique nascida no cosmopolitismo tecnológico ou nos desafios dos grandes blocos políticos, e que animava sobretudo os jornalistas de economia. Por exemplo: do sucesso da IA depende a diminuição do défice e das dívidas dos EUA, Reino Unido ou China. Mas António Damásio é de uma subtileza quase divina: transfere o tema para o título do livro, reinventando um tema dos sábios antigos, a Inteligência Natural e, daí, partindo para o nascimento do afeto e da empatia. De caminho, somos assaltados pela suspeita de que estamos a contrariar a natureza da nossa afeição. E do amor humano.
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