Por mim, a leitura de ‘Memorial do Convento’ seria obrigatória no 12.º ano e não me incomodam os ataques à “complexidade” do livro e à sua “dificuldade”. Não está escrito em nenhum lugar que o amor pela literatura se deva a obras “fáceis” e patetas de “literatura juvenil”. Não só esse livro de Saramago; Fernão Lopes, Gil Vicente, Camões, Vieira, Camilo, Eça, Cesário ou Pessoa constituem o cânone essencial da nossa Língua. São referências culturais obrigatórias, antigas e modernas. Que alguém termine o Secundário sem os ter lido é absurdo e, isso sim, devia envergonhar-nos. Essa é a questão. Não tem nada a ver com o Nobel, como disse parte do país opinativo, transformando isto numa questão política – Saramago não está na galeria da nossa Língua por ser Nobel (um argumento parolo e provinciano) mas por, entre outros livros, ter criado o ‘Memorial’, que é prodigioso. Há autores Nobel deploráveis e medíocres. Tolstoi, Borges, Joyce, Tolkien, Virginia Woolf, Proust, Calvino ou Roth não o tiveram e são altíssimos.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
Há autores Nobel deploráveis e medíocres. Tolstoi, Borges, Joyce, Tolkien, Virginia Woolf, Proust, Calvino ou Roth não o tiveram e são altíssimos.
Somos dos países mais seguros. Porquê? Porque somos dos mais subdesenvolvidos.
As superpotências estão mais frágeis e os conflitos mais imprevisíveis.
Todos estão insatisfeitos, preocupados, escandalizados ou em torpor profundo.
Na literatura, por exemplo, é muito raro encontrar novos autores que não estejam marcados pelo ferrete da vitimização e da queixinha.
Retratista único, Goya é um dos génios de Espanha e da Europa.
O Correio da Manhã para quem quer MAIS
Sem
Limites
Sem
POP-UPS
Ofertas e
Descontos